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Faz toda diferença E-mail
Escrito por Pr Gilberto Wegermann   
Sex, 16 de Julho de 2010 19:16

A pequena Francine era uma menina alegre e doce. Pela manhã já acordava com um sorriso no rosto, e caso acordasse antes de seus pais, corria para o quarto deles para poder ficar um pouco entre eles na cama. Adriano e Márcia não tinham um casamento muito bem ajustado.

Quando se casaram, Márcia estava grávida de Pedro, seu primeiro filho. As diferenças entre eles haviam crescido muito em relação ao tempo de namoro, e seus horários de trabalho eram diferentes, de maneira que só tinham tempo juntos em fins de semana e feriados.

Individualmente, ambos estavam decididos a buscarem a separação, mas por causa de Pedro, com apenas um ano e meio, adiavam a decisão de falar com o outro sobre o assunto.

Quando se descobriu novamente grávida, Márcia teve uma crise pessoal. Sentia-se frustrada e sem perspectivas. Não via um futuro promissor para seu casamento, nem para sua carreira. Seu sonho de seguir nos estudos estava cada vez mais distante e com mais um bebê, não sabia o que esperar. Com a gravidez, no entanto, as coisas acabaram melhorando. Adriano tornara-se mais compreensivo e paciente. Parecia mais carinhoso e dedicado, além de conseguir mudar seu horário de trabalho para poder estar mais perto dela. O salário de Adriano também melhorou bastante com as mudanças em sua empresa, o que acabou possibilitando uma melhora significativa no padrão de vida da família.

Numa tarde de sexta-feira, no verão de 2003, Francine, agora com cinco anos, estava brincando com seu irmão Pedro, quando este pegou um espeto de churrasco e apontou em sua direção. No meio da brincadeira, ela tropeça e o espeto acaba atingindo-lhe a testa. Como reação à dor e ao impacto contra o espeto de metal, ela acaba impulsivamente lançando-se no sentido contrário e caindo de costas, batendo a cabeça na calçada com certa violência.

Diante do ocorrido os pais levam a filha ao hospital, um tanto assustados, por que a testa sangrava e ela chorava muito. Após ser examinada pelo médico de plantão, os pais foram tranquilizados e a menina liberada com a recomendação de tomar apenas um anti-inflamatório.

Passaram-se os dias e o ferimento na testa da menina piorou. A ferida agora estava maior, a testa inchada e a criança, com um comportamento estranho. Andava muito quieta e queixando-se constantemente de dor. Os pais voltaram ao médico em mais três ocasiões, mas ele insistia que tudo estava sob controle. Na manhã seguinte à última consulta, a menina acordou com muita febre. O pai ainda quis dar um antitérmico, mas a mãe, que já não suportava mais ver a fi lha naquelas condições, tomou-a nos braços e novamente foi ao hospital mas, desta vez, não voltou a chamar o mesmo médico. Quando o novo médico examinou a menina, internou-a imediatamente e chamou um colega neurologista para examiná-la.

Durante os dois dias seguintes o pânico se instalou na vida da família. A Menina agora estava desacordada, foi levada para o CTI do hospital e não foi permitido que seus pais a acompanhassem. Passados mais três dias, a menina morreu. Os pais estavam totalmente desorientados. Não sabiam o que pensar ou fazer. Não podia ser verdade! Os três primeiros médicos que falaram com eles deram explicações muito superfi ciais. A dor causada por essa informação pareceu maior do que a própria notícia da morte. Imaginar que existiam recursos para salvar a vida da menina ali mesmo, naquele hospital, mas que não foram utilizados por falta de atenção do médico, tornou a dor insuportável. Tudo parecia estúpido demais. A família não resistiu ao trauma. O casal se separou. Márcia tornou-se dependente de antidepressivos e Adriano refugiou-se na bebida. Pedro passa a maior parte do tempo com os avós, e também se sente culpado pela morte da irmã. A mãe acredita que seria mais fácil lidar com a perda se não tivesse havido falha humana no processo, mas simplesmente não consegue aceitar o fato de que sua fi lha morreu por que os recursos disponíveis não foram utilizados.

Como discípulos de Jesus, nós temos a resposta para essa família e para todas as famílias da terra. Simplesmente não podemos fi car indiferentes ao fato de que milhares estão morrendo diariamente sem Jesus, e descobrindo tarde demais que morreram por negligência dos cristãos, que não foram efi cazes na proclamação do Evangelho.

Deus deseja a salvação de todos e o amor derramado por Ele em nossos corações deve nos impulsionar na direção dos perdidos.

Essa não é uma tarefa que pode ser cumprida sem que haja unidade de propósitos. Sem uma estratégia que catalise o esforço coletivo. Paulo dá o seguinte conselho em Colossenses 4.5,6: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas  as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um”.

É muito diferente saber que pessoas foram para eternidade sem Jesus por opção do que saber que foram por falta de opção. Todos precisam ouvir sobre Jesus e a nova vida que Ele oferece, e Deus colocou você perto de determinado número de pessoas para que você seja a Luz de Jesus na vida deles. Em Ezequiel 3. 17 – 19 vemos o que Deus pensa daquele que é negligente e não cumpre sua missão entre as pessoas para cuidar de seus próprios interesses: “‘Filho do homem’, disse ele, ‘eu o fi z sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência. Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniqüidade; mas para mim você será responsável pela morte dele. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniqüidade, mas você estará livre dessa culpa’”.

Não que devamos viver atemorizados por causa de advertências como essa, mas Deus nos deu a responsabilidade de buscar as pessoas, e nos deu também amor por elas. Aqueles que têm difi culdades em compartilhar sua fé só precisam experimentar. Não há alegria maior do que ver alguém entregando sua vida para Cristo. Quando vemos isso acontecendo, nos enchemos de alegria. Essa alegria é espiritual e acontece  simultaneamente no céu – “Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”.

 
 
 
 
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